Media Release

Brasília, 12.07.2017

Nova forma de tratar hemofilia A traz resultados positivos para pacientes com inibidores

Dados dos estudos clínicos HAVEN 1 e HAVEN 2, com a molécula emicizumabe, foram publicados no The New England Journal of Medicine, após apresenta??o no 26o Encontro de Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH). Resultados preliminares apontam boas perspectivas no controle de sangramentos espontaneos

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A Roche, líder mundial em biotecnologia, anuncia resultados positivos dos estudos de fase III HAVEN 1, realizado entre adultos e adolescentes, e HAVEN 2, com foco em pacientes pediátricos, para avaliar o tratamento profilático semanal com o medicamento emicizumabe para casos de hemofilia A em pessoasque apresentam inibidores ao fator VIII da coagula??o sanguínea. Trata-se do primeiro medicamento, um anticorpo monoclonal de aplica??o subcutanea, que age como substituto do fator VIII de coagula??o - proteína necessária para ativar o processo natural da coagula??o sanguínea e frear sangramentos. Os dados de ambos estudos acabam de ser publicados no renomado New England Journal of Medicine e apresentados 26a Reuni?o Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH), que encerra nesta quinta (13/7) em Berlim, Alemanha.

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As análises feitas no HAVEN 1 mostraram, em desfecho primário, redu??o estatística e clinicamente significativa em 87% menos taxa de sangramento nos pacientes tratados em profilaxia com emicizumabe, em compara??o com o tratamento sob demanda com ‘agentes de by-pass’. Após 31 semanas de observa??o, 68,6% dos pacientes que receberam a droga n?o tiveram sangramentos espontaneos, em compara??o com 11% dos que receberam ‘agentes de by-pass’ sob demanda. A redu??o da taxa de sangramento foi consistente em todos os parametros secundários, incluindo menos hemorragias espontaneas e n?o espontaneas nas articula??es – a taxas de 94,3% e 85,7%, respectivamente. Os resultados também comprovam melhor qualidade de vida, incluindo a saúde física. Em investiga??es adicionais, com pacientes que receberam previamente profilaxia com agentes de “by-pass”, houve redu??o de 79% de sangramentos ao serem tratados com emicizumabe. Os dados também mostram que 70,8% dos pacientes deste estudo n?o tiveram episódios de sangramento, contra 12,5% do tratamento comparador do estudo.

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“O tratamento da hemofilia A, principalmente quando há inibidores do fator VIII, é desafiador em todas as fases da vida, especialmente para crian?as e seus cuidadores, uma vez que é difícil controlar o sangramento. O tratamento com emicizumabe demonstrou-se seguro e e eficaz, com aplica??o subcutanea, trazendo mais qualidade de vida aos pacientes. Atualmente os tratamentos s?o infus?es intravenosas frequentes”, explica Cintia Scala, gerente médica da área de hemofilia da Roche Farma Brasil. “A profilaxia subcutanea com emicizumabe, administrado semanalmente, demonstrou uma importante redu??o no número de sangramentos. Esses resultados mostram o nosso compromisso em levar solu??es inovadoras aos pacientes e suas famílias”, completa.

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Já os resultados do estudo HAVEN 2 s?o condizentes com os desfechos positivos do seu antecessor. Após de 12 semanas de acompanhamento, o estudo revelou que apenas 1 a cada 19 pacientes relatou episódios de sangramento e que n?o houve hemorragias articulares ou musculares. Outra compara??o intra-paciente mostrou que todos tiveram redu??o de 100% nos sangramentos durante o tratamento com emicizumabe, incluindo os que usaram agentes “by-pass” profiláticos ou sob demanda previamente.

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Com foco em inova??o e em mudar o tratamento da hemofilia, a Roche também destacou, durante o congresso, outros dois estudos de fase III em andamento com emicizumabe:

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  • HAVEN 3, avalia a profilaxia com emicizumabe administrado uma vez por semana ou uma vez a cada 15 dias em pessoas com 12 anos de idade ou mais com hemofilia A sem inibidores do Fator VIII;
  • HAVEN 4, analisa a profilaxia com emicizumabe administrado a cada quatro semanas em pessoas com 12 anos de idade ou mais com hemofilia A com ou sem inibidores do Fator VIII.

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Sobre a hemofilia A

A hemofilia A é um transtorno grave, na maioria das vezes, hereditário, no qual o sangue n?o coagula adequadamente, o que leva a sangramentos de difícil controle e, frequentemente, espontaneo. A hemofilia A afeta cerca de 320 mil pessoas em todo o mundo, das quais aproximadamente 50% a 60% têm uma forma grave da doen?a. Pessoas que sofrem de hemofilia A têm falta total ou quantidade insuficiente de uma proteína da coagula??o chamada Fator VIII. Na pessoa saudável, quando ocorre um sangramento, o Fator VIII liga os fatores de coagula??o IXa e X, uma etapa crítica para a forma??o do coágulo sanguíneo que ajuda a interromper o sangramento. Uma complica??o grave do tratamento é o desenvolvimento de inibidores contra o Fator VIII usado na terapia de reposi??o. Os inibidores s?o anticorpos que o sistema imunológico do organismo desenvolve e que se ligam ao Fator VIII reposto, bloqueando sua eficácia e dificultando ou mesmo impossibilitando a obten??o de um nível de Fator VIII suficiente para controlar o sangramento.

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Sobre o HAVEN 1

O HAVEN 1 é um estudo de fase III, multicêntrico, aberto e randomizado que avalia a eficácia, a seguran?a e a farmacocinética da profilaxia com emicizumabe versus tratamento sob demanda com agentes “bypass” em pessoas com hemofilia A e inibidores contra o Fator VIII. O estudo incluiu 109 pacientes de 12 anos de idade ou mais, que haviam sido previamente tratados com agentes de “bypass” de modo profilático ou nos episódios de sangramento (tratamento sob demanda). Os pacientes previamente tratados com agentes “bypass” sob demanda foram randomizados na propor??o de 2:1 para receberem profilaxia com emicizumabe (grupo A) ou terapia com agentes “bypass” sob demanda (grupo B). Os pacientes previamente tratados profilaticamente com agentes “bypass” receberam profilaxia com emicizumabe (grupo C). O protocolo permitia o uso de agentes “bypass” para tratamento de novos episódios de sangramento. O desfecho primário do estudo foi o número de episódios de sangramento ao longo do tempo, comparando-se a profilaxia com emicizumabe (grupo A) a terapia com agentes “bypass” sob demanda (grupo B). Os parametros secundários incluíram a frequência de todos os sangramentos, a frequência de sangramentos articulares, de sangramentos espontaneos, de sangramentos em articula??es alvo, a qualidade de vida relativa à saúde (HRQoL) / o estado de saúde, a compara??o intrapaciente na frequência de sangramento durante o esquema profilático prévio com agentes “bypass” (grupo C) e a seguran?a.

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Sobre o HAVEN 2

O HAVEN 2 é um estudo de fase III, multicêntrico e aberto que visa avaliar a eficácia, a seguran?a e a farmacocinética da administra??o subcutanea de emicizumabe uma vez por semana. A análise interina, após uma mediana de 12 semanas de tratamento, incluiu 19 crian?as com menos de 12 anos de idade com hemofilia A e inibidores? contra o Fator VIII de coagula??o, que necessitam de tratamento com agentes de “bypass”. Os objetivos do estudo? foram avaliar: o número de episódios de sangramento ao longo do tempo com profilaxia com emicizumabe, a seguran?a, a farmacocinética, a qualidade de vida relacionada à saúde (HRQoL) e a HRQoL avaliada por um representante do paciente, com? cargo de cuidador. O estudo incluirá, no total, pelo menos 60 crian?as para sua análise final planejada após 52 semanas de tratamento com emicizumabe.

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Sobre emicizumabe

O emicizumabe está sendo avaliado em estudos pivotais de fase III em pessoas de 12 anos de idade ou mais, com e sem inibidores contra o Fator VIII, e em crian?as abaixo dos 12 anos de idade com inibidores contra o Fator VIII. Os futuros estudos avaliar?o esquemas posológicos de menor frequência. O programa de desenvolvimento do emicizumabe avalia o potencial do medicamento para vencer os atuais desafios clínicos, como a alta frequência das infus?es, via de administra??o e o desenvolvimento de inibidores contra o Fator VIII. O emicizumabe foi criado pela Chugai Pharmaceutical Co. e está sendo co-desenvolvido por Chugai, Roche e Genentech – empresas do Grupo Roche.

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Sobre a Roche

A Roche é uma empresa global, pioneira em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, dedicada a desenvolver avan?os da ciência que melhorem a vida das pessoas. Combinando as for?as das divis?es Farmacêutica e Diagnóstica, a Roche se tornou líder em medicina personalizada - estratégia que visa encontrar o tratamento certo para cada paciente, da melhor forma possível.

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é considerada a maior empresa de biotecnologia do mundo, com medicamentos verdadeiramente diferenciados nas áreas de oncologia, imunologia, infectologia, oftalmologia e doen?as do sistema nervoso central. é também líder mundial em diagnóstico?in vitro?e tecidual do cancer, além de ocupar posi??o de destaque no gerenciamento do diabetes. Fundada em 1896, a Roche busca constantemente meios mais eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar doen?as, contribuindo de modo sustentável para a sociedade. A empresa também visa melhorar o acesso dos pacientes às inova??es médicas trabalhando em parceria com todos os públicos envolvidos. Vinte e oito medicamentos desenvolvidos pela Roche fazem parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organiza??o Mundial da Saúde, entre eles, antibióticos que podem salvar vidas, antimaláricos e terapias contra o cancer. Pelo oitavo ano consecutivo, a Roche foi reconhecida como a empresa mais sustentável do grupo Indústria Farmacêutica, Biotecnologia e Ciências da Vida pelos índices Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI).

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Com sede em Basileia, na Suí?a, o Grupo Roche atua em mais de 100 países e, em 2016, empregou mais de 94.000 pessoas em todo o mundo. No mesmo ano, a Roche investiu 9,9 bilh?es de francos suí?os em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e suas vendas alcan?aram 50,6 bilh?es de francos suí?os. A Genentech, nos Estados Unidos, é um membro integral do Grupo Roche. A Roche é acionista majoritária da Chugai Pharmaceutical, no Jap?o. Para mais informa??es, visite?www.liteach.com.

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Referências

1 WFH. Guidelines for the management of hemophilia. 2012. Last accessed 23 May 2017:

http://www1.wfh.org/publications/files/pdf-1472.pdf

2 Berntorp E, Shapiro AD. Modern haemophilia care. The Lancet 2012; 370:1447-1456.

3 Marder VJ, et al. Hemostasis and Thrombosis. Basic Principles and Clinical Practice. 6th Edition, 2013. Milwakee, Wisconsin. Lippincott Williams and Wilkin.

4 Franchini M, Mannucci PM. Hemophilia A in the third millennium. Blood Rev 2013:179-84.

5 Flood, E et al. Illustrating the impact of mild/moderate and severe haemophilia on health-related quality of life: hypothesised conceptual models. European Journal of Haematology 2014; 93: Suppl. 75, 9–18.

6 Young G. New challenges in hemophilia: long-term outcomes and complications. Hematology Am Soc Hematol Educ Program 2012; 2012: 362–8.

7 Zanon E, Iorio A, Rocino A, et al. Intracranial haemorrhage in the Italian population of haemophilia patients with and without inhibitors. Haemophilia 2012; 18: 39–45.

8 Gomez K, et al. Key issues in inhibitor management in patients with haemophilia. Blood Transfus. 2014; 12:s319–s329.

9 Whelan, SF, et al. Distinct characteristics of antibody responses against factor VIII in healthy individuals and in different cohorts of hemophilia A patients. Blood 2013; 121: 1039-48

10 Berntorp E. Differential response to bypassing agents complicates treatment in patients with haemophilia and inhibitors. Haemophilia 2009; 15:3-10.